Seu pequeno ou sua pequena tem escoliose infantil? Tire as suas dúvidas sobre esse assunto!

Perceber uma coluna torta em criança costuma gerar muitas dúvidas nos pais. Afinal, será que está tudo certo? É preciso operar? Há algum tratamento que não envolva a sala de cirurgia? São muitas perguntas… e vamos entender mais sobre isso!
Em primeiro lugar, é importante saber que a escoliose infantil é uma condição relativamente comum e que, na maioria das vezes, ela não está associada a problemas neurológicos graves. Ainda assim, existem situações em que a curvatura da coluna pode ser um sinal de algo mais complexo, exigindo investigação especializada.
E quando ocorrem essas situações? É isso que você vai descobrir! Continue a leitura para entender mais sobre o assunto.
O que é escoliose e quando ela aparece na infância?
A escoliose é uma curvatura anormal da coluna vertebral, geralmente em formato de “S” ou “C”. Essa alteração costuma ser observada quando a coluna é vista de frente ou de costas.
Nos jovens, ela pode surgir em diferentes fases do crescimento, desde o nascimento até os 18 anos, em etapas chamadas de escoliose infantil, juvenil e do adolescente.
Muitas vezes, a curvatura é percebida pelos pais durante atividades simples do dia a dia, como na hora do banho ou ao observar a criança de costas.
Qual é a diferença entre escoliose idiopática, postural e neurológica?
Nem toda escoliose tem a mesma origem. Por isso, identificar o tipo é essencial para definir a melhor conduta. A idiopática é a forma mais comum. O termo “idiopática” significa que não há uma causa definida.
Depois, temos o tipo postural. Aqui, não há uma alteração estrutural da coluna. Ela geralmente acontece por:
- hábitos posturais inadequados;
- desequilíbrio muscular;
- carregar peso de forma assimétrica;
- permanência prolongada em posições inadequadas.
Por fim, a neurológica. Quando falamos sobre ela, estamos nos referindo a situações em que a curvatura da coluna está relacionada a alterações no sistema nervoso.
Essas alterações podem envolver:
- cérebro;
- medula espinhal;
- nervos responsáveis pelo controle muscular.
Nesses casos, a escoliose pode ser um sinal secundário de um problema neurológico que já existe, o que exige investigação mais aprofundada.
Quais são os principais sinais de alerta da escoliose infantil?
Agora, chegou a hora de você entender quais sintomas ou sinais podem indicar que uma criança tem escoliose. Assim, é mais fácil entender a condição e buscar auxílio caso note algo atípico!
Vamos lá?
Dor
A dor não é o sintoma mais comum na escoliose idiopática infantil. Por isso, quando a criança apresenta dor persistente, vale investigar com mais atenção. A presença desse incômodo pode sugerir inflamações, sobrecarga nos músculos ou, em alguns casos, alterações estruturais da coluna ou da medula.
Assimetria
É o sinal mais comum. Pode aparecer como um ombro mais alto que o outro, escápula (osso da “asa” das costas) mais saliente, cintura desalinhada, quadril em alturas diferentes e inclinação do tronco para um lado.
Atrasos motores
Dificuldades em marcos do desenvolvimento motor, como sentar, engatinhar ou caminhar, podem indicar que existe algum fator neurológico interferindo na musculatura e na postura.
Escapes urinários
Alterações no controle da bexiga também podem ser um sinal de alerta. Embora nem sempre estejam relacionadas à escoliose, podem indicar comprometimento da medula espinhal em alguns casos específicos.
No geral, quais são os exames indicados?
Depende muito. Alguns exames são bem comuns nesse processo. O mais frequentemente solicitado é a radiografia, também conhecida como raio-x. Ele permite confirmar a presença da curvatura, medir o grau da escoliose e acompanhar a evolução ao longo do crescimento. É um exame rápido, indolor e seguro.
Quando existem sinais neurológicos associados, a ressonância magnética pode ser indicada para avaliar estruturas mais profundas. E não é só ela! A tomografia também pode ser solicitada, em especial a que é feita com reconstrução 3D, ou seja, em três dimensões.
Nesse caso, a imagem tem um detalhamento bem superior, o que ajuda no planejamento de eventuais cirurgias e na compreensão do caso como um todo.
Quando o neurocirurgião é chamado e como ele atua?
Nem toda escoliose exige avaliação neurológica. No entanto, quando existem sinais que sugerem alteração do sistema nervoso, a participação de um especialista pode ser bem importante.
Alguns sinais de que o neurocirurgião pediátrico pode ser solicitado nessa investigação são se:
- há sinais neurológicos associados à escoliose;
- a curvatura aparece muito cedo na infância;
- existe dor significativa ou progressiva, ou seja, que piora com o tempo;
- os exames mostram alterações na medula espinhal;
- há dúvida sobre a origem da escoliose.
Em casos de escoliose infantil, quais são os tratamentos possíveis?
O tratamento depende de vários fatores, incluindo:
- idade da criança;
- grau da curvatura;
- velocidade de progressão;
- causa da escoliose.
Entre as opções possíveis estão o acompanhamento, a realização de algumas intervenções (fisioterapia especializada, fortalecimento muscular ou uso de coletes ortopédicos, por exemplo) e a cirurgia.
A realização de procedimentos cirúrgicos é considerada quando:
- a curvatura é muito acentuada;
- há progressão rápida;
- existe impacto funcional significativo.
Nos casos em que a escoliose tem origem neurológica, o tratamento pode envolver também a correção da causa associada, que pode ser feita cirurgicamente ou não. Tudo dependerá do caso!
A escoliose infantil pode ter diferentes causas e níveis de gravidade. Em muitos casos, ela é uma condição benigna que apenas exige acompanhamento. Em outros, a curvatura da coluna pode ser um sinal de alterações neurológicas que precisam ser investigadas com mais cuidado.
Se você percebeu alterações na postura do seu filho ou recebeu um diagnóstico de escoliose, entender a causa é o primeiro passo. Agende uma avaliação especializada!






